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Daniel Lima (Língua Portuguesa) 
É servidor do Distrito Federal. Graduado em Letras; Pós-Graduado em “Gramática, Produção e Revisão de textos”. Mestrando do curso de Comunicação pela UCB onde desenvolve sua pesquisa na área das comunicações oficiais – Redação Oficial. É professor da Universidade de Brasília – UnB e ex-docente da Universidade Católica de Brasília – UCB. Ministra aulas de Gramática, Texto, Redação Discursiva e Oficial em diversos cursos preparatórios para concursos do Distrito Federal. É professor do curso de Comunicação Oral e Escrita pelo IEL/SEBRAE. Suas aulas se destacam pela dinâmica diferenciada que leva os alunos à reflexão e ao desenvolvimento da argumentação lógica.


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Redação discursiva na prova?
17/2/2009




            Muitos candidatos interessados no serviço público desistem da prova ao ver como exigência do edital a confecção de uma redação. Isso é bom se pensarmos em concorrência.
            Outro fato interessante é que outros candidatos mais corajosos encaram o edital e partem para um cursinho na esperança de aprenderem em algumas aulas o que nunca aprenderam, em anos, na escola.
            Para aqueles que têm como meta a carreira pública, recomendo que comecem a estudar desde já o assunto: Redação Discursiva.
            A cada dia, pesquisas constatam a falta da capacidade de o brasileiro se comunicar por meio da escrita. Como esse modelo de comunicação é muito utilizado na administração pública, os órgãos estão interessados nas pessoas que conseguem fazê-lo com propriedade. Por isso, mais e mais editais cobram como critério avaliativo a redação.
            Tenho observado que o tipo de texto cobrado nos certames tem sido não menos que o texto argumentativo, por ser este o que mais exige do autor.
            Platão e Fiorin em seu livro “Lições de Texto” afirmam que não existe comunicação sem argumento. Que “Comunicar não é, pois, somente um fazer saber, mas também um fazer crer e um fazer fazer.” Diante disso, percebemos a complexidade que envolve o texto argumentativo.
            Para ajudar você, candidato, que pretende permear pelo caminho das redações discursivas, lanço aqui o primeiro artigo sobre as estruturas do texto.
            Em primeiro lugar devemos ter em mente o tipo de texto exigido: Argumentativo.
            Qual é a essência desse tipo de texto?
            O texto Argumentativo é desenvolvido para convencer o leitor de algo, ou seja, persuadir o leitor. “A persuasão é então o ato de levar o outro a aceitar o que está sendo dito, pois só quando ele o fizer a comunicação será eficaz”. Diante desta frase, Platão e Fiorin, deixam claro o objetivo deste tipo de texto.
            Não importa se o que você quer defender é o certo, desde que consiga convencer o receptor.
            Então, não tenha a pretensão de pegar o tema oferecido pela prova e já sair escrevendo, você o abordará de forma superficial. Minha orientação é que o delimite. “Sobre qual aspecto deste tema falarei?” Por exemplo, se o tema for “Meio Ambiente”. É um tema amplo para ser bem abordado em trinta linhas, por isso, podemos falar, por exemplo, de aquecimento global. Desta forma, não estaremos fugindo do tema, só diminuindo o leque de opções.
             Após delimitar o tema, passe para a outra fase. Agora é hora de se posicionar em relação à delimitação do tema. “O que irei defender? Qual será minha posição em relação ao assunto - “aquecimento global”?
            Ao fazer isso, você estará estabelecendo a sua TESE, camada pelo CESPE de “ponto de vista do autor”.
            Ter uma tese é fundamental quando se desenvolve esse tipo de texto. Muitos candidatos são penalizados por não saber fazer isso.
            Depois de estabelecida a tese o autor precisa selecionar ARGUMENTOS para convencer o leitor. Para comprovar seu ponto de vista. Argumento é “todo procedimento linguístico que visa persuadir, a fazer o receptor aceitar o que lhe foi comunicado, a levá-lo a crer no que foi dito e a fazer o que foi proposto.”
            Para uma redação que exige, no máximo, trinta linhas, dois ou três argumentos são o suficiente. Vamos adotar, para fins de exemplo dois argumentos.
            Assim, você terá a introdução e o desenvolvimento do seu texto.
            A conclusão e a estrutura de um bom texto argumentativo ficarão para o próximo artigo. Até lá pratique. Escreva no mínimo um texto por dia, ao longo dos tempos você verá o quanto evoluiu.

Prof. Daniel Lima.




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